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stamos no Dezembro Laranja! Essa campanha tem como objetivo o cuidado com a pele dos nossos pets, principalmente se tratando de tumores. O câncer de pele em cachorro, assim como em gatos, é o tipo de neoplasia mais comum em animais, o que gera o alerta para o acompanhamento de saúde periódico. Quer entender melhor sobre esse problema e como prevenir a doença? Continue a leitura!

Dezembro Laranja Pet

Criado em 2014 pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, o Dezembro Laranja se estendeu para o mundo pet, considerando os perigos dessas doenças em cães e gatos. O mês foi escolhido, principalmente, em razão do início do verão, estação em que há longos períodos de exposição aos raios solares.

Esse tipo de doença é muito comum, pois a pele, além de ser o maior órgão do corpo humano, possui uma alta taxa de renovação celular, aumentando as chances de mutações.

O câncer de pele em cachorro e gato pode se apresentar de várias formas: nódulos, placas, úlceras, mancha escura, área avermelhada, alterações na textura da pele, podendo ser de forma única ou múltipla.

As neoplasias cutâneas atingem animais mais velhos, podendo surgir, em média, a partir dos 3 anos de idade. As partes do corpo mais afetadas são as de menor pilosidade e de coloração clara: pontas de orelhas, focinho e barriga.

Por isso, o Dezembro Laranja chama a atenção dos tutores para manchas, nódulos e verrugas que possam surgir nos pets e reforçar a importância das consultas veterinárias de rotina.

Câncer de pele em cachorro

O tumor de pele em cachorros ocorre por diversos motivos, como a exposição por períodos longos à radiação solar, especialmente em horários de pico, que são entre 10 e 16 horas. O câncer de pele em cachorro pode acontecer em qualquer idade e raça, mas é mais comum em cães mais velhos com pele clara e pelos brancos (barriga e virilha) e embaixo das unhas, quando a pelagem é escura. Entretanto, de forma geral, as raças mais comuns de observar essa neoplasia são Boxer, Bulldog, Labrador e Shih Tzu.

Os tipos de câncer de pele em cachorro são:

1) Mastocitoma: é o câncer de pele mais comum em cachorros. São pequenos nódulos circulares e surgem por todo o corpo. O mastocitoma tem relação com fatores genéticos e hormônios sexuais (estrogênio e progesterona);

2) Carcinoma de células escamosa (CCE): também chamado de espinocelular ou epidermóide. Ele representa cerca de 5% das neoplasias cutâneas em cachorros. O CCE está muito ligado aos raios ultravioletas do tipo B e ao gene supressor de tumor p53. O CCE forma úlceras planas, duras, acinzentadas e semelhantes a uma couve-flor, em bocas, orelhas, nariz e ao redor dos olhos. Esse câncer de pele em cães progride de forma rápida e é muito agressivo. As raças mais comuns que podem apresentar o CCE são: Basset Hound, Beagle, Bull Terrier, Collie, Dálmata, Pitbull, Terrier, Schnauzer;

3) Melanoma: esse câncer é muito perigoso. Ele afeta os melanócitos, desenvolvendo o tumor em células pigmentadas na pele por todo o corpo, mesmo cobertas por pelos e, na boca;

4) Histiocitoma: neoplasia benigna muito comum em cães que afeta as células do sistema imunológico do pet. Isso faz com que a proteção da pele fique prejudicada. Muito comum em cachorros jovens e algumas raças como Bull Terrier, Cocker Spaniel, Golden Retriever e Labrador. Surgem pequenos nódulos de forma súbita na pele, principalmente, na cabeça, pontas da orelha e patas;

5) Lipoma: é um tumor de pele benigno formado por gordura, ou seja, ele é causado pelo sobrepeso. Esse tumor é benigno, porém pode crescer muito, podendo gerar lesões extensas. Se não for tratado de forma imediata, pode evoluir para um tumor maligno.

O câncer de pele em cachorro tem cura, principalmente, se o diagnóstico for feito com antecedência. Além disso, após o tratamento é muito importante ter o acompanhamento constante pelo médico veterinário.

Câncer de pele em gato

Assim como o câncer de pele em cães, esse tumor em gatos também ocorre, principalmente, quando ficam expostos à radiação solar várias horas do dia, especialmente em horários de pico (10h às 16h). O câncer de pele em gato pode acontecer em qualquer idade e raça, mas é mais comum em felinos mais velhos com pele clara, pelos brancos e em raças como Persa, Maine Coon e Sphynx.

Os tipos de câncer de pele em gatos são:

1) Carcinoma basocelular: muito comum, esse tumor forma pequenos nódulos sob a pele, principalmente no peito, nas costas e no topo da cabeça dos gatos. Felizmente, é raro ter metástase, que é quando o câncer se dissemina pelo corpo. Qualquer raça pode ser acometida, porém é comum ver em Siamês e raças de pelos longos.

2) Carcinoma de células escamosa (CCE): ele representa cerca de 20 a 25% das neoplasias cutâneas em felinos. O CCE forma úlceras planas, duras, acinzentadas e semelhantes a uma couve-flor em bocas, orelhas, nariz e ao redor dos olhos. Esse câncer de pele em gatos progride de forma rápida e é muito agressivo.

3) Melanoma: é muito perigoso, porém é o menos frequente. Ele pode se desenvolver em todo o corpo, até mesmo dentro da boca. Ocorre uma expansão de áreas pigmentadas, podendo sangrar e inchar. Essa neoplasia ocorre, principalmente, em gatos velhos e os que têm orelhas e cabeça brancas.

4) Mastocitoma: são pequenos nódulos e surgem frequentemente em patas traseiras, escroto e abdômen. Ele apresenta risco de metástase, podendo afetar o baço, fazendo com que ele sinta dor intensa e apresente vômitos.

O câncer de pele em gatos tem cura, principalmente, se o diagnóstico for feito com antecedência. O acompanhamento do médico veterinário também é essencial após o tratamento.

Sintomas do câncer de pele em cachorro e gato

Os sintomas podem ser variados. Cães e gatos podem apresentar:

Diagnóstico

Para o diagnóstico, é preciso fazer uma coleta do material para a realização de exames. Podem ser feitos os testes de histopatologia, citologia, PCR e imunohistoquímica, sendo a histopatologia a ferramenta padrão para identificar e classificar o tumor.

Nesses exames, é possível determinar se a formação cutânea é inflamatória, hiperplásica, displásica ou neoplásica. Caso seja neoplásica, é possível inferir se é maligna ou benigna e sua origem (epitelial ou mesenquimal).

Outros testes podem ser realizados para uma melhor visualização do tumor e se há casos de metástase. Essas análises são: ultrassom, raio-x, tomografia, ressonância magnética e exames de sangue.

Tratamento

O tratamento depende de qual tipo de câncer, o tempo de evolução, se há metástase ou não. Mas, de uma forma geral, podem ser considerados como tratamento: cirurgia para a retirada do tumor (pode ser bem extensa, pois é necessário tirar o tumor com margem de segurança), quimioterapia, radioterapia, imunoterapia, crioterapia e eletroterapia.

Como prevenir

As formas de prevenção são:

1) Não deixar cães e gatos expostos ao sol por várias horas;

2) Passar protetor solar (fator 30, no mínimo) em áreas que não há ou têm poucos pelos (orelhas, focinho, barriga e nas costas na divisória de pelos longos);

3) Garantir um espaço coberto para os pets;

4) Não utilizar produtos químicos cancerígenos em limpeza, principalmente, de canis;

5) Check-up periódico no veterinário para a identificação precoce de qualquer alteração dermatológica.

Agora que você sabe os tipos de câncer de pele em cães e gatos, o que acha de compartilhar esse texto contribuindo para que mais pessoas conheçam a campanha Dezembro Laranja? Quanto mais tutores tiverem esse conhecimento, mais bichinhos terão uma vida mais saudável e feliz!

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Para um conhecimento mais aprofundado sobre Dezembro Laranja e neoplasias de pele de cães e gatos, você pode dar uma olhada nesses sites:

- MEDLEAU, L.; HNILICA, K. A. (2003). Dermatologia de pequenos animais - Atlas colorido e guia terapêutico. São Paulo: Roca, pp. 353-398.Morris e Dobson, 2001);

- ROSOLEM, M.C., MOROZ, L.R. e RODIGHERI, S.M. Carcinoma de células escamosas em cães e gatos - Revisão de literatura. PUBVET, Londrina, V. 6, N. 6, Ed. 193, Art. 1299, 2012;

- Principais Neoplasias Cutâneas Malignas em Cães.

Postado em
December 12, 2022
na categoria
Saúde

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