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spirros e tosse são uma primeira tentativa de defesa do corpo, procurando proteger e forçando a retirada daquilo que está incomodando e que não deveria estar ali, no nariz, na garganta, na traqueia, nos pulmões.

E o que não deveria estar nesses locais?

  • Inflamações por qualquer coisa que cause alergia ou a presença de vermes;
  • infecções por bactérias, fungos ou vírus;
  • corpos estranhos ou poeira do ambiente;
  • a reação a um traumatismo local.


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Espirros

Geralmente acompanhados por corrimento nasal, que os tutores, no começo, não notam, pois o animal se lambe, limpando as secreções.

À medida que o volume das secreções aumenta, mudando as suas características, se acumulam nas narinas ou nos pelos do focinho e a frequência dos espirros aumenta.

É necessário que os tutores informem sobre outros detalhes importantes, para que o médico veterinário localize o problema e comece a pensar nos diagnósticos diferenciais.

Por exemplo:

  • Qual a idade e a raça?
  • Qual o nível de poluentes no ambiente?
  • No caso de felinos, a caixa de areia está num ambiente pouco ventilado?
  • Sai à rua e tem contato com outros animais?
  • Está com problemas dentários?
  • Há quanto tempo começou a espirrar?
  • Como são os espirros?
  • Como é o corrimento nasal?
  • Há quanto tempo está com corrimento nasal? É dos dois lados ou só de um?
  • Foi medicado? Com o quê? Ajudou a melhorar ou não fez qualquer efeito?
  • O animal sente dor ao ser tocado no focinho?
  • Já apresenta algum “inchaço” no focinho?
  • Como está o apetite?
  • O alimento escorre da boca enquanto come?
  • Está babando muito?

Como podem perceber, o tratamento dos espirros e corrimento nasal ficam na total dependência de se saber as suas causas, para aí sim, tratá-los.


Tosse

A tosse é a expulsão rápida de ar dos pulmões, tentando liberar secreções e corpos estranhos. Esses corpos estranhos podem ser reais (objetos inalados ou expirados), ou podem ser “imaginários”, como as alterações decorrentes de uma inflação, de uma infecção, do crescimento de tumores, etc. Os tutores podem confundir a tosse com respiração ofegante, engasgo, ânsia de vômito ou tentativa de vomitar.

É importante que os tutores não confundam a ânsia de vômito ou o próprio vômito com problema gastrointestinal, quando acontecem depois de um ataque de tosse.

Tossir é irritante para os animais e para seus tutores. Pode incomodar tanto que o cão ou o gato ficam fatigados e exaustos. A tosse é uma maneira de disseminar microrganismos de doenças infecciosas, agravar inflamações já existentes nas vias respiratórias e causar alterações mais graves nos pulmões.

As causas da tosse são inflamações, alergias, a presença de parasitas, traumatismos, neoplasias (câncer) e doenças cardiovasculares.

Da mesma forma que os espirros, o tratamento da tosse e seu controle estão na dependência de se descobrir as causas e como abordá-las, trazendo de volta o conforto do animal.

Como em todo problema com animais, as informações passadas pelos tutores são o início do caminho para que o diagnóstico seja feito. Deverão estar atentos e informar:

  • Idade do cão ou do gato.
  • Porte do cão.
  • Raça do cão, ou se for sem raça definida, suas características físicas.
  • Momento do dia ou da noite em que tosse.
  • Como a tosse se inicia.
  • É uma tosse seca ou úmida?
  • A tosse produz secreção nas vias respiratórias?
  • Qual o som da tosse?
  • É um animal que vive na zona urbana ou rural?
  • O cão ou o gato vivem só dentro de casa?
  • O ambiente onde vive o animal é úmido?
  • É exposto a gases nocivos, como por exemplo, fumaça de cigarro?
  • Só acontece em certas épocas do ano?
  • Ocorreram alterações no ambiente, na alimentação, nos hábitos de caminhar e fazer exercícios?
  • O que mudou na rotina do cão ou do gato?

Vamos lembrar que, muitas vezes, os tutores não conseguem perceber a presença de problemas, ou se percebem, tendem a minimizar a sua gravidade. Um nariz escorrendo, espirros, tosse, se constantes e intensos, interferem na qualidade de vida dos animais, que chegam a diminuir ou perder o apetite, enfraquecem, ficam mais quietos e abatidos, visivelmente precisando de assistência, e por isso devendo ser encaminhados para socorro médico veterinário.

Postado em
May 11, 2021
na categoria
Saúde

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