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leishmaniose é uma doença de caráter zoonótico, ou seja, transmissível entre homem e animal. Ela acomete diversas espécies de animais silvestres e domésticos. A doença é causada por protozoários do gênero Leishmania spp., transmitidos ao hospedeiro através da picada do mosquito Lutzomyia longipalpis, conhecido popularmente como mosquito palha, tatuquira ou asa dura.

É importante destacar que a leishmaniose NÃO é transmitida por meio do contato direto com o animal ou seja, a doença não é transmitida por meio de saliva, mordida, entre outros. Essa doença é SOMENTE transmitida pela picada do mosquito que picou previamente um animal infectado.


Como a leishmaniose pode se manifestar no animal?

A leishmaniose é uma infecção parasitária muito grave, ela ataca o sistema imune do animal e se essa resposta imunitária falha, o parasita se dissemina por todo o corpo do animal, atingindo órgãos como:  pele, baço, fígado, rim e medula óssea.

Ela pode se manifestar de duas formas: a cutânea e a visceral, sendo que a visceral é a mais comum,  já que o animal doméstico é o hospedeiro preferencial desse tipo da doença.

A Leishmaniose é de evolução lenta, alguns animais apresentam sinais clínicos e outros podem ser completamente assintomáticos.

E quais sinais o cão pode apresentar?

Os principais sinais incluem: apatia, perda de apetite, febre, anemia, emagrecimento progressivo, pelo sem brilho, queda de pelo, aparecimento de feridas na pele (em maior frequência no focinho, orelha e face), o crescimento exagerado da unha (onicogrifose), eventualmente também podem ser encontrados alterações renais, articulares, oculares, neurológicas e gastrointestinais.



Como é feito o diagnóstico da doença?

O diagnóstico pode ser feito através de provas sorológicas (Elisa e RIFI), sendo o  PCR também um método diagnóstico que  permite a detecção do parasita e quantificação em tempo real. É possível realizar também como método a citologia aspirativa, na qual, com o auxílio de uma agulha, o veterinário irá aspirar as células de um determinado órgão de escolha à procura do parasita.  



É importante entender que o diagnóstico da leishmaniose é complexo e infelizmente nenhum exame é totalmente confiável, sempre tem margem para erro. O médico veterinário deverá avaliar o quadro clínico e todo o histórico para a melhor escolha do método diagnóstico, além de solicitar exames complementares que podem ajudar no fechamento do diagnóstico.

Tem tratamento para a Leishmaniose?

Atualmente existe apenas um medicamento autorizado para o tratamento conforme o Ministério da Saúde.

A leishmaniose não tem cura, o objetivo do tratamento é diminuir a carga parasitária para que o animal deixe de ser uma fonte de transmissão e para que o mesmo consiga ter uma boa qualidade de vida através da amenização dos sintomas. O animal deverá ter acompanhamento veterinário ao longo de sua vida, sempre realizando avaliações periódicas.

Qual a melhor forma de prevenção?

Coleiras com inseticidas:

coleiras impregnadas com inseticidas, para afastar o mosquito do animal.


Vacina:

atualmente, existe apenas uma vacina no mercado brasileiro, seu uso é indicado somente para animais com resultados sorológicos não reagentes. Antes de iniciar o protocolo vacinal, o animal deverá passar por uma consulta clínica para avaliação e realização de exames, sendo negativo para a doença, o animal poderá ser vacinado. A vacina é indicada a partir dos 4 meses de idade. É importante lembrar que apesar de ter bons resultados, a vacina infelizmente não protege 100%.

Controle do vetor:

a adoção de medidas para evitar a proliferação do mosquito é indispensável. A limpeza periódica do local onde o animal vive é imprescindível, pois o mosquito se desenvolve em ambientes ricos em matéria orgânica. A retirada da mesma e a higienização do ambiente é muito importante. As telas de proteção também ajudam a proteger o seu animal.

 Atenção sempre tutor!


A leishmaniose é um problema sério no nosso país e uma questão de saúde pública. Leve seu amigo para uma consulta com o veterinário o quanto antes para fazer a prevenção correta e caso ele já apresente algum sintoma é muito importante a realização dos exames complementares para a identificação da doença. Conforme ela avança, ela compromete muito a imunidade do seu animal e também seus órgãos vitais, podendo levá-lo a óbito. Cuide do seu amigo!

Postado em
June 14, 2021
na categoria
Saúde

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